Reafirmando o compromisso da SOBEPI com as questões da infância e da adolescência, bem como da transmissão da psicanálise, é com alegria que divulgamos os seminários oferecidos para o primeiro semestre de 2013 (a partir de Março)!
Seguem, abaixo, os cartazes e as informações dos seminários da Formação em Psicanálise, Grupo de Estudos e Seminários Livres - inscreva-se pelo telefone: 2275-8205!
[MEMBROS e UNIVERSITÁRIOS: R$ 74/mês.PROFISSIONAIS: R$ 84/mês.]
[MEMBROS e UNIVERSITÁRIOS: R$ 74/mês.PROFISSIONAIS: R$ 84/mês.]
[PRÉ-REQUISITO: ENTREVISTA COM A COORDENADORA.MEMBROS e UNIVERSITÁRIOS: R$ 64/mês. PROFISSIONAIS: R$ 74/mês.]
[MEMBROS e UNIVERSITÁRIOS: R$ 74/mês.PROFISSIONAIS: R$ 84/mês.]
[SEMINÁRIO EXCLUSIVO DA FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE. Membros: R$ 74.]
[MEMBROS e UNIVERSITÁRIOS: R$ 74/mês.PROFISSIONAIS: R$ 84/mês.]
[MEMBROS e UNIVERSITÁRIOS: R$ 74/mês.PROFISSIONAIS: R$ 84/mês.]
"O projeto pseudocientífico de subtrair o sujeito - sujeito de desejo, de conflito, de dor, de falta - a fim de proporcionar ao cliente uma vida sem perturbações acaba por produzir exatamente o contrário: vidas vazias de sentido, de criatividade e de valor. Vidas em que a exclusão medicamentosa da dor de viver acaba por inibir, ou tornar supérflua, a riqueza do trabalho psíquico - o único capaz de tornar suportável e conferir algum sentido à dor inevitável diante da finitude, do desamparo, da solidão humana".
A SOBEPI DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL, E UM ÓTIMO 2013!! - COM A LEMBRANÇA DE SIGMUND FREUD SOBRE O REAL SIGNIFICADO DAS MUDANÇAS, TÃO EVOCADAS NESTA ÉPOCA DO ANO...
"De acordo com os modelos das neurociências e de certas correntes da psiquiatria, não é necessário pensar o homem como marcado pelo conflito, e sim como uma máquina perfeita que pode ser atormentada por alguns distúrbios e desvios de funcionamento ocasionais. De um lado, o excesso de pressãoexercido pelas exigências sociais e pelo 'ritmo da vida' moderna pode causar estresse, desânimo, descontrole. De outro, alguns déficits químicos podem submeter o corpo a estados depressivos curáveis pela psicofarmacologia avançada.
[TIRA DE ANDRÉ DAHMER - CLIQUE NA IMAGEM]
(...) Uma sociedade em que os homens concebem a sua vida psíquica segundo o modelo do distúrbio e da cura neuroquímica (ainda que não se possa negar a importância da psicofarmacologia no auxílio ao tratamento das formas extremas de sofrimento psíquico) é uma sociedade em que as condições do laço social não convocam os sujeitos a fazer do pensamentoum auxílio para a mediação de suas relações e na negociação de suas diferenças. Ao empobrecimento do pensamento correspondem, de um lado, a violência; de outro lado, a depressão.
(...) A depressão, sintoma do mal-estar neste começo de milênio, (...) é ao mesmo tempo causa e consequência da recusa do sujeito em assumir a dimensão de conflito que lhe é própria. (...) O empobrecimento da vida subjetiva é o preço pago por aqueles que orientam as suas escolhas em função do medo de sofrer.
(...) O medo de sofrer confunde-se com o medo do desconhecido. O fato é que o homem moderno, voltado para os ideais pós-revolucionários de felicidade (...) é alguém que desaprendeu a sofrer."
[Adaptado de 'Sobre Ética e Psicanálise' - Maria Rita Kehl, 2002]
Abaixo, pequena reflexão de Joel Birman sobre questões que permeiam a atualidade.
[CLIQUE NA IMAGEM!]
"Nas últimas décadas, constituiu-se no Ocidente uma nova cartografia social, em que a fragmentação da subjetividade ocupa posição fundamental. Esta fragmentação é não apenas uma forma nova de subjetivação, mas a matéria-prima por meio da qual outras modalidades de subjetivação são forjadas. Em todas essas novas maneiras de construção da subjetividade, o eu se encontra situado em posição privilegiada. No entanto, esse autocentramento do sujeito no eu assume formas inéditas, sem dúvida, se considerarmos a tradição ocidental do individualismo iniciada no século XVII.
Com efeito, a subjetividade construída nos primórdios da modernidade tinha seus eixos constitutivos nas noções de interioridade e reflexão sobre si mesma. Em contrapartida, o que agora está em pauta é a leitura da subjetividade em que o autocentramento se conjuga de maneira paradoxal com o valor da exterioridade. Com isso, a subjetividade assume uma configuração decididamente estetizante, em que o olhar do outro no campo social e mediático passa a ocupar uma posição estratégica em sua economia psíquica.
(...) Os destinos do desejo assumem, pois, uma direção marcadamente exibicionista e autocentrada, na qual o horizonte intersubjetivo se encontra esvaziado e desinvestido das trocas inter-humanas. Esse é o trágico cenário para a implosão e a explosão da violência que marcam a atualidade."
[Joel Birman, 'Mal-Estar na atualidade', 2000]
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CINE-SOBEPI [GRATUITO - INSCRIÇÕES LIMITADAS] Cinema seguido de debate.
Filme: 'Aos Treze' Tema: 'Tempos de excessos - Narcisismo e Diferenças'.